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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Como alguém conseguiu me levar às nuvens- ou se você esta voando pela primeira vez e tem medo como eu


Uma coisa é fato, eu não vivo dentro da casinha mesmo... Estou a beira de completar 30 anos e isso me deixa confusa, como se isso fosse parâmetro, fico confusa a respeito de tudo. Então como boa espécime da minha raça que sou, comecei a fazer uma lista do que gostaria de fazer a partir dos trinta( não confunda com antes de partir dessa para melhor, tipo antes de morrer por que não me agrada isso rsss). Em minha análise freudiana, marxista, weberiana, descobri que eu nunca havia voado de avião, mas também nem de asa delta, nem em cima de um passarinho, de uma pipa, sacola levada pelo vento ou mesmo no Falcor, personagem do História sem fim ( se você não nasceu nos anos 80 pesquisa lá no Google) e olha que nele eu voaria, iria sim, isso é bem a cara de quem vive lado de fora da casinha.
                 Falcor– personagem voador do filme “História Sem Fim” e o clip do filme

Mas para entender melhor como fui parar lá no alto, é preciso explicar como tudo começou. Brotou em minha pessoa uma "paixonite" pelo Gary Lightbody, do Snow Patrol ( te amooooo, grito e rasgões de camiseta, histéria power) e me descambei pro Rock in Rio, que me desculpem os fã do Red Hot mas eu fui é ver meu Gary... só que o Rio de Janeiro, que continua lindo e ficou mais lindo ainda com a minha ida até lá, não é logo ali depois da ponte, então eis que precisei enfrentar um dos meus poucos medos( ahã, segue a lista : alienigenas(? não quero ser abduzida), baratas, etc...) sim Eu tenho MEDO DE ALTURA,( e dai?!), Eu já empaquei que nem mula na subida de uma escada e já quase infartei no parapeito de um prédio...Pensei Gary( ah!) +Rock in Rio+ Rio de Janeiro= avião!Xi E agora#comofaz?! 


Simples assim, é só entrar no avião, sim superrrrrrrr simples...Comecei uma enquete, “E ai você já voou e como é??? “É tranquilo.” “Você vai gostar”, “Quando você chega lá no alto, nem percebe que tá num avião, é o mesmo que andar de carro” (só que ninguém se lembra que o carro anda numa estrada grudadinha na terra, e se acontecer alguma coisa, do chão ele não passa...) Mas fui ver no bicho que ia  dar. E tem coisas que sempre acontecem comigo, por exemplo eu sou um frequente alvos das pombas que insistem em despejar seus dejetos sobre a minha cabeça , deve ser o cabelo vermelho que fica parecendo um alvo para elas, certeza que ficam conversando depois lá na reunião/assembleia das pombas, tipo : “hoje eu não errei o alvo, tava fácil”, fdp pombas ratos de asas.


No dia do meu embarque tinha que cair um temporal de acabar o mundo, não importa que a semana inteira houvesse sol de rachar, no dia do meu primeiro voo tinha que cair um dilúvio era fato, até visualizo a cena: Deus lá no alto,sentadinho na sua nuvenzinha deve ter perguntado para mim assim: Filha com emoção ou sem? Só que Ele não me ouviu dizer por favor semmmmmm emoção pelo seu amor!E o pior que enfrentar um temporal é sentar logo  na segunda fileira do avião, no meio de dois seres com seus fones de ouvido, achando que estão em seus quartos como se nada estivesse para acontecer(só eu tenho medo de altura?só eu desconfio de uma coisa que pesa algumas toneladas e que se mantém no ar? What the hell is going on??? “Que diabos aconteceu comigo lá em cima, dei voltas e voltas em torno da casinha.!!! E as tais das aeromoças, como elas podem fazer aquela cara de paisagem, de Sibéria??? Tem algo errado comigo,até perdi a casinha e pensei cadê ela numa hora dessas? E na decolagem, você acredita mesmo que aquele bichão pesadão vai conseguir subir, nunca rezei tanto na minha vida,mas o importante é manter a calma e ficar seca, socorro quero descer já, se é que você me entende caro leitor.


E turbulência o que é? Novamente as respostas da enquete desfilavam na minha mente “ é igual a quando um carro passa por um rua de calçamento” PQP, igual uma ova! Se você calcular que está a mais de 10 mil metros de altura num treco que chacolha igual a uma carroça velha, você tira o terço e começa a rezar...eu rezei um rosário! O que tô fazendo aqui mesmo? E o pior é que não tinha ninguém para segurar a minha mão. Vou sugerir às Companhias Aéreas que mantenham moçoilos embuídos de beleza extrema e corpos bem trabalhos para segurar nossas mãos a fim de que nosso batimento cardíaco volte ao normal numa hora dessas.
Depois da turbulência vem o sol, ou melhor, o café da manhã. Masantes disso, a aeromoça aquele ser super simpático da cara de paisagem, da Sibéria, com aquela voz ( por que elas fazem aquela voz?) dizendo: Senhores passageiros, gostaríamos que relaxassem e apreciassem nosso voo! um quase “ Relaxa e goza”, mas tenho certeza que elas tem um detector capaz de apontar as pessoas que estão com medo naquele instante, e assim torturá-las com essa histórinha de relaxe e aprecie...tá bom!


E se faz o que quando a hora não passa, por que lá no alto o tempo transcorre devagar... que tal ler o manual do avião??? Não faça isso, eu não recomendaria, por que senão olha o coração acelerado novamente... “acentos que flutuam, portas laterais de emergência? Ahhhhhhhhhh, socorro alguém ai segura a minha mão! Enfim a aterrissagem, o avião vem baixinho, as casas pertinho será que isso é normal, ele não tá caindo? Espero que não mas por via das dúvida vou pegar o terço novamente... E não me digam que voar é normal, por que se fosse nascíamos com asas! E no fundo eu sei, todo mundo tem um medinho de avião. Ufa, agradeço ao piloto e sua tripulação, pois me levaram até as nuvens literalmente e me trouxeram inteira, pelo menos fisicamente rssss. No solo a gente volta a ficar calmo, ser centrado, se é que isso é possível...


Afff, enfim consegui, deu tudo certo, avião no solo... mas então lembrei que eu tinha acabado de chegar ao Rio de Janeiro, eu ainda teria de voltar e a saga iria começar novamente...pega o terço.

Obs.: Pesquisas comprovam que voar de avião é muito seguro. Mas eu ainda prefiro voar no Falcor...

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